Mostra Campus Antropoceno Brasil
25 sessões / 08 a 16 de novembro
Cinemateca Capitólio
SINOPSES
2038 Here is how
Christopher Roth
Alemanha, 2021, 108 min
Sem classificação indicativa
Exibição em DCP
Um documentário fictício como uma mensagem do futuro. A mensagem audiovisual em uma garrafa, gravada no ano de 2038, nos diz como um manual de instruções que em um quarto de século teremos dominado as grandes crises do planeta. Não foi fácil e foi por pouco, mas o fizemos.
Ah, humanidade!
Ernst Karel, Véréna Paravel, Lucien Castaing-Taylor
EUA, 2015, 23 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em cópia digital
O filme reflete sobre a fragilidade e a loucura da humanidade no Antropoceno. Tendo como ponto de partida o desastre de Fukushima de 3 novembro de 2011, ele evoca uma visão apocalíptica da modernidade e nossa predileção pela amnésia histórica e por vôos futuristas de fantasia. As imagens foram filmadas com telefone através de um telescópio de mão, ao mesmo tempo perto e longe de seu objeto, enquanto a composição de áudio combina trechos vazios do Genbaku japonês (Memorial da Paz de Hiroshuima) e trilhas sonoras de filmes relacionados, gravações de áudio de laboratórios sísmicos, e som de localização.
Comedores de ferro (Eisenfresser)
Shaheen Dill-Riaz
Alemanha. 2007, 85 min
Classificação indicativa: 14 anos
Exibição em cópia digital
Ano após ano, camponeses empobrecidos mudam do norte de Bangladesh para o sul do país a fim de trabalhar no desmonte de navios, gigantes do oceano que são removidos. Trabalham arduamente sob condições severas e esperam muitas vezes em vão por salário que de qualquer modo é excessivamente baixo.
Como se vê (Wie man sieht)
Harun Farocki
Alemanha. 1986, 72 min
Classificação indicativa: 16 anos
Exibição em DCP
Produção civil e militar: o tanque militar tem origem em uma máquina agrícola, a metralhadora é baseada num princípio idêntico ao de um motor de combustão. Farocki nos mostra a história da tecnologia como uma sequência de impulsos de automação na qual a mão humana é deixada de lado em prol da capacidade computacional.
CONSEGUIMOS – As Mulheres Rionegrinas e a COVID19
Brasil, 2021, 18 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
Em São Gabriel da Cachoeira, noroeste amazônico, o Departamento de Mulheres Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) cria a campanha “Rio Negro, nós cuidamos!”. Ela surge em resposta à pandemia de Covid-19 com o objetivo de arrecadar e distribuir alimentos e produtos de hygiene, além de divulgar informações sobre a doença na cidade e nas comunidades indígenas do rio Negro. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Ecocídio (Ökozid)
Andres Veiel
Alemanha. 2020, 90 min
Classificação indicativa: 12 anos
Exibição em cópia digital
O ano é 2034: as consequências da catástrofe climática são dramáticas. A seca e as enchentes destroem o sustento de milhões de pessoas. A sede do Tribunal Internacional de Justiça em Haia foi evacuada e, em um edifício provisório em Berlim, a catástrofe climática tornou-se objeto de processos judiciais. Dois advogados representam 31 países do Sul Global, que estão condenados à destruição sem o apoio da comunidade internacional. O tribunal deve decidir se os formuladores de políticas alemãs devem ser responsabilizados por seu fracasso em proteger o clima e assim estabelecer um precedente para a justiça climática.
Entre a doença e a cura: Caruru em tempo de Covid-19 na aldeia Serra do Padeiro
Glicéria Tupinambá
Brasil. 2022, 14 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
O filme mostra através do olhar de quatro mulheres tupinambá o impacto da pandemia de Covid-19 na realização dos Caruru na aldeia Serra do Padeiro localizada na Terra Indígena Tupinambá de Olivença no sul do Estado da Bahia. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Fluxo Único (Single Stream)
Pawel Wojtasik, Toby Kim Lee, e Ernst Karel
EUA, 2014, 23 min
Classificação indicativa: livre
Exibição em cópia digital
Borrando a fronteira entre observação e abstração, Fluxo Único mergulha o espectador no fluxo constante da planta e dos resíduos que ela trata, examinando as consequências materiais da cultura de excesso da nossa sociedade. O título do filme se refere ao método de reciclagem no qual todos os tipos de materiais recicláveis são inicialmente reunidos e posteriormente selecionados em uma instalação especializada. Dentro de um edifício cavernoso, um vasto complexo de máquinas funciona como um relógio, separando um fluxo constante de vidro, metal, papel e plástico levados em correias transportadoras que atravessam o espaço, pontilhadas por trabalhadores em coletes de neon. Este complexo balé de homem, máquina e movimento produz sons e imagens que são esmagadores, mas também belas e reveladoras.
Fukushima, mon amour (Grüße aus Fukushima)
Dorris Dörie
Alemanha. 2016, 104 min
Classificação indicativa: 12 anos
Exibição em cópia digital
A jovem Marie foge dos seus sonhos e decide viajar após a ruptura de um grande amor. Ela parte para o Japão para participar do Clowns4Help, uma organização da prefeitura de Fukushima que envolve as vítimas dos terremotos e tsunamis de 2011.
Jeguata Karaí
Everton Gomes da Silva, Tatiane Maíra Klein and Tomás de Oliveira
Brasil, 2021, 7 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
Neste vídeo, Karaí (Everton Gomes), Guarani Mbya da aldeia Para Roke, do estado do Rio Grande do Sul, mostra, por meio de vídeos e de fotografias feitas por ele, sua ida ao acampamento Luta Pela Terra em Brasília, no âmbito da luta contra o marco temporal. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Lago Bolívia – A luta pela preservação
Genilson Guajajara
Brasil, 2022, 14 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
No norte do Maranhão, guardiãs e guardiões da floresta do povo Guajajara refletem sobre as ações coletivas e colaborativas criadas para a proteção do Lago da Bolívia, localizado na Terra Indígena Rio Pindaré. Mesmo durante a pandemia, e com risco de invasão de seus territórios, eles seguem resistindo em nome de seus ancestrais e das futuras gerações. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Leviatã
Véréna Paravel e Lucien Castaing-Taylor
EUA, 2012, 87 min
Classificação indicativa: livre
Exibição em cópia digital
Nas mesmas águas onde o Pequod de Melville caçou Moby Dick, Leviatã captura o choque colaborativo entre homem, natureza e máquina. Filmado com uma dúzia de câmeras – atiradas e amarradas, passados pelo pescador e cineasta – é um retrato cósmico de um dos mais antigos empreendimentos da humanidade.
Nossos espíritos seguem chegando – Nhe’ẽ kuery jogueru teri
Kuaray Poty (Ariel Ortega) e Bruno Huyer
Brasil, 2021, 14 minutos.
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
Na Tekoa Ko’ẽju, Pará Yxapy, indígena Mbya Guarani, dedica os primeiros cuidados a seu filho, ainda no ventre, e reflete, junto com seus parentes, acerca dos sentidos de sua gravidez em meio a pandemia de COVID-19 no Brasil. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
O papel das mulheres Gavião Ikólóéhj
Brasil, 2021, 12 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
Matilde Gavião, presidente da Associação Zavidjaj Djiguhr do povo Gavião Ikólóéhj, que vive no município de Ji-Paraná, em Rondônia, conta sobre o papel das mulheres no enfrentamento à Pandemia de COVID-19. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Opy’i regua
Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux
Brasil, 2019, 26min
Exibição em cópia digital
Gente grande e gente pequena, sabida e iniciante, pegam junto em um processo de construção, coleta, aprendizagem e reverência. No extremo sul da mata atlântica, após mudar a sua pequena aldeia para uma nova área, a cacica Júlia conduz a construção da Opy, a casa de reza Mbya Guarani. Filme em Mbya Guarani com legendas em português, espanhol e inglês.
Plantando Água
Graciela Guarani
Brasil, 2022, 10 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
O filme aborda desafios relacionados ao acesso restrito à agua. Cristiane Julião Pankararu – integrante do Comitê Boletim da APIB na Pandemia – compartilha conosco um pouco da batalha no campo jurídico, e Socorro Kapinawá, liderança da Aldeia Malhador, fala sobre como sua comunidade aproveitou a pandemia para plantar água no Sertão. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Quando o meu mundo era mais mundo
Frederico Benevides
Brasil, 2022, 38 min
Classificação indicativa: livre
Exibição em DCP
Que mundo virá? O que devemos sentir diante dos acontecimentos e dos cenários futuros? É justo dar esperança? É correto amedrontar? Com o agravamento da emergência climática, nossas percepções e afetos têm conhecido uma forte transformação e instabilidade. Entre palavra, imagem e som, o filme explora maneiras de abrir portais, canais entre mundos distintos. Texto e voz de Déborah Danowski.
Queridas crianças do futuro (Dear Future Children)
Franz Böhm
Alemanha/Áustria/Grã-Bretanha. 2021, 92 min
Classificação indicativa: 12 anos
Exibição em cópia digital
O filme explora os desafios e as motivações do ativismo para entender o que impulsiona os ativistas e estuda a organização moderna dos movimentos de protesto. O projeto segue ativistas em Hong Kong nos protestos contra a administração influenciada por Pequim; no Chile contra a desigualdade social e em Uganda nas ações por justiça climática.
Saúde da Terra – Visões Pataxó Hãhãhãe sobre a pandemia de Covid-19
Olinda Muniz Wanderley
Brasil, 2021, 12 minutos
Classificação indicativa: livre
Exibição em formato digital
O filme trata da visão das mulheres pataxó hã-hã-hãe da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu (Bahia) sobre os impactos da pandemia de Covid-19 em sua comunidade, e os reflexos sobre sua forma de vida, assim como em sua relação com a terra. O filme integra a seleção de curtas PARI-c.
Tava, a casa de pedra
Pará Yxapy (Patricia Ferreira), Kuaray Poty (Ariel Ortega), Ernesto de Carvalho, Vincent Carelli
Brasil/Argentina, 2012, 78 min
Classificação indicativa: livre
Exibição em cópia digital
Sinopse: Memória, mito e história Mbyá-Guarani sobre as reduções jesuíticas e a guerra guaranítica do século XVII no Brasil, Paraguai e Argentina.
Urihi Haromatimapë – Curadores da terra-floresta
Morzaniel Iramari
Brasil, 2014, 60 min
Classificação indicativa: Livre
Exibição em cópia digital
Os trovões estão avisando “a Terra está doente”. Para curá-la Davi Kopenawa reuniu os xamãs Yanomami de diversas regiões. Com a ajuda do alimento dos espíritos, o rapé yakoana, eles vão tratar os males provocados pelas cidades e doenças dos brancos.
Um filme para Ehuana
Louise Botkay
Brasil, 2018, 27 min
Classificação indicativa: livre
Exibição em cópia digital
Um filme dedicado à Ehuana Yaira Yanomami, artista de Watorik, comunidade Yanomami de Davi Kopenawa.
Curadoria
Anelise De Carli